sexta-feira, 16 de novembro de 2012

MACACO-PREGO

MACACO-PREGO (Cebus apella)


Fonte: http://www.flickr.com/photos/marcia_marton/540570425/


Espécie pertencente ao subgênero Sapajus. Assim como todas as outras espécies deste subgênero, possui um desenho corporal brevilíneo, com os membros curtos em relação ao tamanho do corpo. Os crânios dos machos adultos possuem uma crista sagital. Dimorfismo sexual bem marcado, expressado principalmente no peso, medidas externas e medidas cranianas. Cauda semi-preênsil, completamente peluda. Apresenta grande variação etária e individual na morfologia e coloração da pelagem, a qual é curta e de textura sedosa, sendo um pouco mais alongada na região dorsal do corpo. O padrão morfológico mais comum é o de animais apresentando um capuz enegrecido, com dois tufos pequenos, eretos, em forma de "chifres"; testa não completamente dividida; área escura do capuz em forma de triângulo largo, com o vértice voltado para a parte frontal; área mais escura do supercílio apresentando "sobrancelhas"; mancha pré-auricular enegrecida, encontrando sua homóloga abaixo do queixo; "barba" de comprimento médio; garganta e partes ventrais do tronco com coloração marrom-avermelhada; partes dorsais do corpo marrom "vandyke"; linha dorsal longitudinal marrom-enegrecida, nítida e contínua do capuz à ponta da cauda; extremidades e superfície lateral dos membros enegrecida, contrastando com a coloração das partes proximais; cauda marrom-enegrecida, com escurecimento gradual da extremidade.
Formam grupos compostos por oito a 40 indivíduos, com áreas de uso variando entre 0,7 e 9,0 km². São animais onívoros, cuja dieta é composta principalmente por frutos e insetos, mas que também pode incluir sementes, flores, brotos, ovos e pequenos vertebrados. Cebus apella ocupa uma ampla variedade de ambientes devido à sua grande flexibilidade comportamental e ecológica. São diurnos e arborícolas, utilizando principalmente a parte central do dossel, embora utilizem o chão e os níveis mais altos das copas das árvores para forragear. No Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, um bando foi avistado se alimentando de flores durante a noite, no alto da copa de um piquiá (Caryocar villosum). Têm grande habilidade de manipulação devido aos polegares oponíveis, e grande capacidade cognitiva, usando ferramentas como os chimpanzés e o homem. Brigam freqüentemente com outros bandos da mesma espécie, e sempre são vistos em companhia de outras espécies. Bandos mistos com Saimiri sciureus são comumente encontrados, principalmente em florestas de terra firme.
Possui ampla distribuição geográfica, ocorrendo em toda a Amazônia centro-oriental, no Brasil, Guianas, e a parte amazônica da Venezuela. A distribuição é limitada, ao norte e nordeste, pelo oceano Atlântico. Ao sul e leste, os limites coincidem com os da Floresta Amazônica, incluindo as áreas de transição. O limite oeste permanece mal definido, estendendo-se ao interflúvio Negro-Japurá, ao norte, e Madeira-Purus, ao sul. Presente em todos os tipos de ambientes florestados do Amapá.

Fonte: http://www.biodiversidadedoamapa.net/macaco-prego.php



MACACO-DE-CHEIRO

MACACO-DE-CHEIRO (Saimiri sciureus)


Fonte: http://www.cenp.org.br/guia_ver.php?idConteudo=24#


Os macacos-de-cheiro habitam uma ampla variedade de ambientes, sendo a espécie mais comum nos mangues do norte do Amapá e nas florestas de várzea próximas à cidade de Macapá. São vistos em bandos numerosos na copa de buritizais no cerrado amapaense, em matas ciliares, florestas secundárias e fragmentos, onde forrageiam entre lianas.
São primariamente arborícolas, mas conseguem se deslocar de forma muito eficiente pelo solo, um comportamento mais frequente em habitats secundários. Os bandos ocupam áreas grandes, variando entre 100 e 500 hectares. Os machos são maiores que as fêmeas, com diferença mais evidente durante a estação reprodutiva, quando se tornam mais gordos, agressivos e espermatogênicos. A fêmea dá à luz um único filhote que ela carrega consigo, podendo ser auxiliada por outras fêmeas de seu grupo social. Os bandos são numerosos, compostos por 25 a 75 indivíduos.
Formam bandos mistos com outros primatas, especialmente macacos-prego (Cebus sp.), forrageando juntos. Registros de vocalização noturna foram efetuados em florestas de terra firme e em bordas de floresta, onde esta espécie também é comum. São comumente predados por aves de rapina, e um macaco-de-cheiro adulto foi encontrado no estômago de uma surucucu do brejo (Corallus hortolanus), coletada em mangue, na Reserva Biológica do Lago.
Alimentam-se de uma grande variedade de itens, como frutas, insetos, néctar, folhas, flores, exsudatos de árvores, aracnídeos, caranguejos e pequenos vertebrados.
Espécie amplamente distribuída na Amazônia, em ambas as margens do rio Amazonas. Ao sul do rio Amazonas, a distribuição se estende desde o rio Tapajós até a zona de transição entre os domínios Amazônico e dos Cerrados, no Maranhão. Ao norte, ocorre desde a margem esquerda dos rios Negro e Branco até a costa atlântica do Amapá e das Guianas. Presente em todos os tipos de ambientes florestados do Amapá.


Fonte: http://www.biodiversidadedoamapa.net/macao-de-cheiro.php

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